Criacionismo, por Elliott Sober

Tradução de L. H. Marques Segundo

O perigo do anacronismo 

Para entender a história de uma ideia temos de evitar introduzir no passado o nosso entendimento presente. É um erro supor que uma ideia que agora consideramos inaceitável nunca tenha sido parte de uma ciência genuína. 

Considere, por exemplo, a afirmação de que a frenologia é uma pseudociência. Embora eu duvidasse da seriedade de alguém que hoje acreditasse na frenologia, o fato é que ela foi um programa de pesquisa sério no século dezenove. O programa era guiado por três princípios centrais. Primeiro, os frenologistas sustentavam que as características psicológicas estavam localizadas em regiões específicas do cérebro. Segundo, eles sustentavam que quanto maior um dado talento ou tendência psicológica você tiver, maior será essa parte do seu cérebro. Terceiro, eles sustentavam que as protuberâncias e sulcos no crânio refletem os contornos do cérebro. Dadas essas três ideias, raciocinavam eles, deveria ser possível descobrir as características mentais das pessoas através da medição da forma de seus crânios. 

Os frenologistas discordavam entre si sobre quais características mentais deveriam ser consideradas como fundamentais e sobre onde essas características estavam localizadas. Será o medo de cobras um traço, ou a característica mais geral do medo é que tem realidade neurológica? Se o medo é o traço correto a considerar, a que região do cérebro ele corresponde? Os frenologistas fizeram pouco progresso nessas questões. Várias versões da frenologia foram desenvolvidas, mas nenhuma delas recebeu confirmação empírica séria. Depois de um tempo, o programa de pesquisa perdeu fôlego. Tornou-se então razoável descartá-lo, uma vez que o campo deixou de progredir. 

Os cientistas do cérebro contemporâneos, ao olharem para a frenologia, poderiam ser tentados a ver a medida do crânio como uma pseudociência. O aspecto que quero enfatizar é que aquilo que se considera agora verdadeiro não era considerado verdadeiro naquela altura: temos hoje evidência séria contra pelo menos a segunda e a terceira tese do programa de pesquisa frenológico. Mas isso não significa que os indivíduos que estivessem trabalhando nesse enquadramento não estivessem fazendo ciência. As suas ideias eram falsas, mas seria anacrônico esperar que eles soubessem aquilo que nós sabemos. 

Suponha que um grupo de pessoas estivesse hoje a defender ideias frenológicas, ignorando a qualidade da evidência da qual atualmente dispomos contra as teorias frenológicas e insistindo dogmaticamente que as protuberâncias da cabeça revelam de fato como é a mente de uma pessoa. Deveríamos considerar as ideias desse grupo como pseudocientíficas? Temos de ser cuidadosos aqui. Temos de distinguir as pessoas das proposições que elas defendem. Nos dias de hoje os frenologistas são cabeça-dura. Eles se comportam de um modo que poderíamos chamar de não científico. Mas isso não significa que as proposições que eles defendam não sejam científicas. Essas pessoas estão sustentando uma teoria que já foi refutada por ampla evidência científica. Essas proposições são científicas no sentido de que são cientificamente testáveis. 

Acabei de dizer que as pessoas se comportam de maneira não científica quando se recusam a considerar a evidência relevante. Isso não significa que os cientistas nunca se comportem como cabeças-dura. Elas também são pessoas; eles estão sujeitos às mesmas falhas às quais estão os não cientistas. O cientistas deveriam evitar serem cabeça-dura; se eles são geralmente bem sucedidos em evitá-lo é outra questão. 

Uma coisa é dizer que uma pessoa está se comportando de maneira não-científica, outra completamente diferente é dizer que a teoria defendida por ela não é uma proposição científica. É fato que uma pessoa pode ser cabeça-dura com proposições que são perfeitamente científicas. Por exemplo, a proposição de que a terra é plana é uma proposição científica. Ela pode ser testada por meios científicos, motivo pelo qual podemos considerá-la falsa. Contudo, os terraplanistas não estão se comportando cientificamente quando aceitam dogmaticamente essa proposição perfeitamente testável mesmo quando há várias evidências contra ela. 

Essas observações sobre os frenologistas e os terraplanistas foram feitas a fim de preparar o terreno para algumas das principais conclusões que tirarei sobre o criacionismo. Os criacionistas sustentam que algumas características das coisas vivas são o resultado do desígnio inteligente de Deus; eles negam que os processos naturais sejam suficientes para dar conta de todas as características das coisas vivas. Será o criacionismo uma teoria científica? Se sim, por que os cientistas não o levam a sério? Os criacionistas afirmam que os cientistas não mantêm a mente aberta quando rejeitam a hipótese do desígnio inteligente. Serão os biólogos evolutivos então culpados de obstinação não-científica?

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Philosophy of Biology. Westview Press, 2000. Cap. 2, pp. 27-57.

O que é a teoria evolutiva, por Elliott Sober

Tradução de L. H. Marques Segundo; revisão de André Luiz Alves Pereira

Falamos sobre estrelas evoluindo de gigantes vermelhas para anãs brancas. Falamos de sistemas políticos evoluindo rumo ou para a democracia. No jargão comum, “evolução” significa mudança

Entendida desse modo, a teoria da evolução deveria fornecer uma explicação global da mudança cósmica. Seria preciso estabelecer leis que englobassem as trajetórias das estrelas, das sociedades e de tudo o mais num único enquadramento. Foi justamente isso o que Hebert Spencer (1820-1903) tentou fazer. Enquanto que Charles Darwin (1809-1882) propôs uma teoria de como com a vida evolui, Spencer pensou poder generalizar os insights de Darwin e estabelecer princípios que regem a evolução de tudo

Embora a fascinação por uma teoria unificada de tudo seja inegável, é importante notar que a biologia evolutiva tem pretensões muito mais modestas. Os biólogos evolutivos usam o termo “evolução” com um significado mais restrito. Uma definição padrão diz que a evolução ocorre precisamente quando há mudança nas frequências gênicas encontradas numa população. De acordo com esse uso, as estrelas não evoluem. E se as instituições políticas mudam devido às pessoas mudarem a sua mentalidade, mas não os seus genes, então a evolução política não é evolução no sentido próprio do biólogo. 

Os biólogos geralmente computam as frequências gênicas através da contagem de cabeças. Suponha que dois lagartos estejam descansando numa pedra; eles são geneticamente diferentes porque um possui o gene A e outro o gene B. Se um engorda e outro emagrece, o número de células contido em A aumenta e o número de células contidas em B diminui. Contudo, as frequências gênicas, computadas per capta, continuam a mesma. O desenvolvimento dos organismos (a sua ontogenia) não é a mesma coisa que a evolução de uma população (Lewontin 1978). 

A ideia de que a mudança na frequência gênica é a pedra angular da evolução não significa que os evolucionistas estejam interessados apenas nos genes. Os biólogos evolutivos tentam entender, por exemplo, por que várias espécies na linhagem dos cavalos aumentaram de tamanho. Também procuram explicar por que as baratas têm se tornado mais resistentes ao DDT. Essas são mudanças nos fenótipos dos organismos — na morfologia, na fisiologia e no comportamento. 

Quando uma população aumenta a sua altura média, isso pode ou não ter ocorrido devido a uma mudança genética. Os filhos podem ser mais altos que os pais simplesmente por causa da qualidade da nutrição ter melhorado, não por causa de as duas gerações serem geneticamente diferentes. No caso da linhagem de cavalos, porém, os biólogos acreditam que o aumento da altura das sucessivas espécies reflete uma mudança no material genético. A definição de evolução como mudança na frequência gênica considerará alguns casos de aumento na altura — mas não outros — como casos de evolução. Essa definição não nega que mudança fenotípica possa contar como evolução. Ela apenas rejeita mudanças que são “meramente” fenotípicas. Outra preocupação é que a definição de evolução como mudança na frequência gênica ignora o fato de a evolução envolver a origem de novas espécies e o desaparecimento de outras. Os evolucionistas usam o termo microevolução para descrever as mudanças que ocorrem no interior de uma espécie existente. E macroevolução é reservado para o nascimento e morte de espécies e táxons superiores. A definição de evolução como mudança na frequência gênica implica que a macroevolução não é evolução? Essa não é uma consequência da definição, uma vez que as espécies filhas diferem geneticamente de seus pais. Se a especiação — o processo pelo qual novas espécies vêm a existir — implica mudança na frequência gênica, então a especiação conta como evolução, como diz a definição.

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Raça, por Michael James

Tradução de L. H. Marques Segundo; revisão de André Luiz Alves Pereira

O conceito de raça tem significado historicamente a divisão da humanidade em um pequeno número de grupos baseada em cinco critérios: (1) As raças refletem algum tipo de base biológica, sejam essências aristotélicas ou os modernos genes; (2) Essa base biológica gera agrupamentos raciais discretos, de modo que todos e apenas os membros de uma raça compartilham um conjunto de características biológicas que não são compartilhadas por membros de outras raças; (3) Essa base biológica é herdada de geração a geração permitindo a observadores identificar um indivíduo de uma raça através de sua ancestralidade ou genealogia; (4) A investigação genealógica deveria identificar a origem geográfica de cada raça, tipicamente na África, Europa, Ásia ou nas Américas; e (5) Essa base biológica racial herdada se manifesta primariamente nos fenótipos físicos, tal como a cor da pele, a cor dos olhos, a textura do cabelo, a estrutura óssea e, talvez, fenótipos comportamentais como a inteligência ou a delinquência. 

O conceito histórico de raça tem enfrentado ataques científicos e filosóficos substanciais, tendo alguns pensadores importantes negado tanto a coerência lógica do conceito e a própria existência das raças. Outros têm defendido o conceito de raça, ainda que com modificações substanciais às bases da identidade racial, às quais são vistas como socialmente construídas ou, ainda que com alguma base biológica, como não sendo nem discreto e nem essencialista, como teria de ser um conceito histórico. 

Tanto no passado como hoje em dia, determinar os limites das raças discretas tem se provado bastante aborrecido e conduzido a grandes variações na quantidade de raças humanas que se acredita existir. Desse modo, alguns pensadores categorizaram os humanos em apenas quatro raças distintas (tipicamente, branca ou caucasiana, negra ou africana, amarela ou asiática, e vermelha ou nativos americanos), e reduziram quaisquer distinções biológicas ou fenotípicas a grupos raciais (como as diferenças entre os escandinavos e os espanhóis dentro da raça branca ou caucasiana). Outros pensadores classificaram os humanos em muito mais categorias raciais, argumentando, por exemplo, que os humanos “indígenas”, do ponto de vista europeu, poderiam ser postos em raças discretas como a nórdica, alpina e mediterrânea. 

As ambiguidades e confusão associadas à determinação dos contornos das categorias raciais têm provocado ao longo do tempo um amplo consenso acadêmico de que raças discretas ou essencialistas são socialmente construídas, e não biologicamente reais. Persiste, contudo, um importante debate acadêmico sobre se o isolamento reprodutivo, seja durante a evolução humana seja através das modernas práticas de proibição da miscigenação, possa ter gerado isolamento genético suficiente para justificar o uso do termo “raça” para se referir à existência de grupos humanos não-discretos que compartilham não apenas fenótipos físicos mas também agregados de material genético. Além disso, há um debate acadêmico sobre a formação e caráter das categorias raciais discretas socialmente construídas. Por exemplo, alguns especialistas sugerem que uma raça é inconcebível sem hierarquias sociais racializadas, ao passo que outros defendem que relações raciais igualitárias são possíveis. Finalmente, uma controvérsia substancial ronda o status moral da identidade e solidariedade raciais, e a justiça e legitimidade das políticas públicas ou instituições voltadas à desigualdade racial.

Este verbete está focado na pesquisa contemporânea sobre questões conceituais, ontológicas, epistemológicas e normativas pertencentes à raça. Com exceção de uma seção introdutória sobre a história do conceito de raça no ocidente e na filosofia ocidental, não tratará de autores como Frederick Douglass, W. E. B. DuBois ou Frantz Fanon, ou movimentos como a Negritude, a Teoria Racial Crítica, a Identidade Negra, a Filosofia da Libertação ou as Perspectivas Feministas sobre Raça. 

Na Seção II traçarei as origens históricas e o desenvolvimento do conceito de raça. A Seção III cobre debates filosóficos contemporâneos sobre se as raças de fato existem. Em seguida, na Seção IV, examinarei as diferenças entre raça e etnia. Por fim, na Seção V, apresentarei debates entre filósofos morais, políticos e juristas sobre a validade da identidade racial, a solidariedade racial e as políticas de raça tal como a ação afirmativa e a representação racial.

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Alguns temas moorianos, por Noah Lemos

Tradução de L. H. Marques Segundo

G. E. Moore (1873-1958)

G. E. Moore se atracou com questões sobre o conhecimento e ceticismo ao longo de sua carreira, examinando e respondendo vários argumentos céticos em diversos ensaios influentes. Moore está entre os mais proeminentes membros da tradição de senso comum na filosofia, uma tradição que inclui o filósofo escocês novecentista Thomas Reid e o filósofo do século XX Roderick Chisholm. É característico do “comum-sensismo” sustentar que de fato sabemos muitas das coisas que ordinariamente consideramos saber, e que as nossas perspectivas filosóficas deveriam se adequar ao fato de as sabermos. Thomas Reid, por exemplo, entendia que o empirismo de Hume implicava que não temos conhecimento do mundo material, do futuro, do passado, de outras mentes e de nós mesmos enquanto sujeitos contínuos de experiência. Reid considerava ter Hume mostrado que os custos do empirismo é o completo ceticismo. Diz Reid:

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Introdução ao Novo Testamento

Prof. Dale B. Martin

Eis um ótimo curso introdutório de história da religião, oferecido pelo Prof. Dale B. Martin na Universidade de Yale, disponível na Open Yale Courses.

Descrição: Esse curso fornece um estudo histórico das origens da cristandade através da análise da literatura dos movimentos cristão iniciais no contexto histórico, concentrando-se no Novo Testamento. Embora temas teológicos ocupem grande parte da nossa atenção, o curso não tenta qualquer apropriação teológica do Novo Testamento enquanto escritura. Antes, enfatizar-se-á a importância do Novo Testamento e de outros documentos cristão iniciais enquanto literatura antiga e fontes para o estudo histórico. Um tema organizador central será o foco nas diferenças nas primeiras cristandades.

São 26 aulas de 50 min. cada. É também uma ótima oportunidade para aqueles que precisam treinar o inglês.

O argumento ontológico, por Anselmo

Tradução de L. H. Marques Segundo

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[Apresentação de Santo Anselmo]

Portanto, Senhor, vós que nos concede o entendimento pela fé, conceda que, tanto quanto me seja útil, eu possa compreender que vós existis na medida em que acreditamos nisso, e que vós sois aquilo que acreditamos que és. Ora, acreditamos que és algo acerca do qual nada maior pode ser pensado. Assim, é possível que tal natureza não exista, uma vez que “O néscio diz em seu coração ‘Não há Deus’” (Salmos 14:1; 53:1)? Contudo, esse mesmo néscio, ao ouvir-me dizer “algo acerca do qual nada maior pode ser pensado”, certamente compreende aquilo que ouve; e aquilo que compreende existe em seu entendimento, ainda que não compreenda que existe [na realidade]. Quando um pintor, por exemplo, planeja o que vai pintar, ele tem essa coisa em seu entendimento, muito embora ainda não compreenda que ela exista, uma vez que ele ainda não a pintou. Mas uma vez que a tenha pintado, ele a tem em seu entendimento assim como ela existe, pois ele agora a pintou. Assim, até mesmo o néscio tem de admitir que algo acerca do qual nada maior pode ser pensado existe pelo menos em seu entendimento, uma vez que compreende isso quando o escuta, e seja o que for que seja compreendido existe no entendimento. E é certo que aquilo acerca do qual nada maior pode ser pensado não pode existir apenas no entendimento. Pois se existe apenas no entendimento, pode-se também pensar que existe na realidade, o que é maior. Assim, se aquilo acerca do qual nada maior pode ser pensado existe apenas no entendimento, então aquilo do qual algo maior não pode ser pensado é aquilo ao qual algo maior pode ser pensado. Mas isso é claramente impossível. Portanto, não há dúvidas de que algo do qual algo maior não pode ser pensado existe tanto no entendimento quanto na realidade. Continuar lendo “O argumento ontológico, por Anselmo”

As cinco vias, por Tomás de Aquino

Tradução de L. H. Marques Segundo

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Artigo 3: Deus existe?

Parece que Deus não existe:

Objeção 1: Se um, de um par de contrários, fosse infinito, destruiria totalmente o outro contrário. Mas pelo nome “Deus” designamos certo bem infinito. Portanto, se Deus existisse, não haveria qualquer mal. Mas há mal no mundo. Portanto, Deus não existe.

Objeção 2: Não se faz com mais princípios aquilo que pode ser feito com menos princípios. Mas parece que tudo o que acontece no mundo poderia ter sido atingido por outros princípios, ainda que Deus não existisse; pois as coisas que são naturais remontam à natureza por princípio, ao passo que as coisas dotadas de propósito remontam ou à razão ou à vontade humanas por princípio. Portanto, não há a necessidade de reivindicar a existência de Deus.

Mas contrário a isso: Êxodos 1:14 diz sob a pessoa de Deus, “sou Quem sou”.

Respondo: Há cinco vias para se provar que Deus existe. Continuar lendo “As cinco vias, por Tomás de Aquino”

O relógio e o relojoeiro, por William Paley

Tradução de L. H. Marques Segundo

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Apresentação do argumento

Suponha que, ao cruzar um deserto, tropeço numa pedra e, perguntado como aquela pedra foi parar ali, respondo, por falta de evidência em contrário, que ela sempre esteve ali; talvez não seja muito fácil mostrar a absurdidade dessa resposta. Mas suponha que encontro um relógio sobre o chão; inquirido sobre como o relógio apareceu naquele lugar, dificilmente eu cogitaria a resposta anteriormente dada – a de que, tanto quanto sei, o relógio sempre esteve ali. Mas por que essa resposta não serve para o caso do relógio assim como serviu para o caso da pedra? Por que ela não é admissível no segundo caso embora o seja no primeiro? Continuar lendo “O relógio e o relojoeiro, por William Paley”

Relativismo epistemológico, por Richard Feldman

Tradução de L. H. Marques Segundo

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Um conjunto final de questões sobre a Perspectiva Padrão emerge da consideração da Perspectiva Relativista. Assim como a Perspectiva Naturalista e ao contrário da Perspectiva Cética, a Perspectiva Relativista não sugere tanto que a Perspectiva Padrão seja falsa, mas antes que é incompleta e que não leva em conta considerações importantes. O ponto de partida da Perspectiva Relativista são as observações de que há grande diversidade cognitiva e que pessoas aparentemente razoáveis podem discordar substancialmente. A Perspectiva Padrão parece ignorar isso. Este capítulo examinará esses pontos e suas implicações. Continuar lendo “Relativismo epistemológico, por Richard Feldman”

Escrevendo ensaios filosóficos, por Michael Tooley

Tradução de L. H. Marques Segundo

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Como começar a escrever ensaios filosóficos? Alguns de vocês podem já ter tido instruções detalhadas sobre esse tópico em outras disciplinas. Alguns, contudo, podem não ter recebido. No que se segue, então, vou oferecer algumas sugestões sobre as características que considero tornarem melhor um ensaio. Continuar lendo “Escrevendo ensaios filosóficos, por Michael Tooley”